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terça-feira, 20 de julho de 2010

24/7


24/7, para os adeptos de BDSM, tem dois significados: o primeiro é universal, 24 de Julho; o segundo, que dizer que o BDSM (Bondage Dominação Sadomasoquista) se vive 24 horas por dia e sete dias por semana ou seja, sempre!, mais que não seja mentalmente (mind code) porque, em vestimentas (dress code) nem aos mais predestinados o conseguem, a não ser com adereços que só os próprios conhecem. É claro que há muitos adeptos desta prática que a vivem em casos pontuais, vivem e praticam só em ambiente próprio e até só em privado, aparte disso não se consideram nem dominadores nem dominados, ao que muitos contestam e não os consideram BDSM'ers.

Não sei se este dia já será oficial para a comunidade BDSM mundial mas, pelo menos oficioso é nalguns ponto do globo, Portugal é uma delas!

Escolhi estes vídeos, precisamente, por terem o nome que têm: "Wicked game" (Jogo perverso). Nem o autor do clips, nem os adeptos puros de BDSM vêm e ou praticam estes jogos com perversidade. Para o ser, teria de ser contranaturo ou conta vontade de, pelo menos, um dos praticantes, teria de ser prejudicial à saúde com marcas físicas e psicológicas. Muitos dos que olham para o BDSM com mais cepticismo, consideram que os seus praticantes são pessoas com problemas psicológicos. Não sou especialista contudo, se formos por aí, por analogia teremos de chamar às pessoas que são alvo de massagens de relaxo e bem estar, de afectadas no mesmo grau daqueles que relaxam e sentem prazer com actos sadomasoquistas.

Se o clip acima fosse editado com intenções de perversidade então, o debaixo também o seria e, nesse caso, quer o comportamento BDSM quer o Baunilha(a) seriam perversos. Não quer dizer que não haja perversidade em ambos os casos mas isso, como se costuma dizer, são outras histórias.



(a) termo utilizado para diferenciar o sexo convencional do BDSM

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Shibari, from Japan

Shibari, expressão japonesa que significa amarrar. Esta palavra é, também, utilizada no ocidente mas, aqui, significa amarrar no contexto sexual / erótico.

Shibari não é para todos! Não é para todos porque se desaconselha aos mais inexperientes a sua prática sem conhecimentos de anatomia pois, há zonas do corpo humano "proibidas" de serem amarradas. Caso se ignore este principio correm-se riscos com consequências que podem ser fatais (exemplo recente, a morte de David Carradine). Até um simples atar de tornozelo ou pulso pode ser perigoso mesmo para os mais experientes desta prática. Para salvaguardar qualquer situação que corra menos bem, é sempre útil ter à mão algo que possa desfazer os nós rapidamente.

Nesta prática, o que estimula os praticantes para além de se Dominar e ser dominado, dentro da filosofia BDSM (Bondage, Dominação SadoMasoquismo), e onde o Shibari se inclui na componente Bondage, não é a humilhação em primeiro plano mas sim a imobilização. Ao Dominador transmite-lhe a sensação de comando, poder de proporcionar prazer ao parceiro e demonstração das suas técnicas. Ao dominado, o prazer de o ser através da imobilização de cordas, receber prazer à responsabilidade do Dominador enfim, ser passivo em toda a mise en scène em que o toque, a dor e o estar limitado nos movimentos é transformado em satisfação.

Também aqui a sua prática pode ser no simples acto sexual entre quatro paredes, como levá-la mais longe ao ponto de utilizá-la em locais públicos em que o dominado usa por baixo das roupas (cordas atadas de joelho a joelho, limitando o andar; soutiens parecidos com os da figura; cuecas em corda com nó na vagina, ânus; pénis atado; etc.), sempre com SSC (São, Seguro e Consensual), fora desta máxima não é Shibari e está fora do BDSM.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

BDSM - Introdução

Emblema
Filosofia / Comportamento / hierarquia (três divisões)
Cumplicidade Dominador submisso (círculos pequenos)
Busca constante de Complemento Dominador e submisso (à semelhança do Ying Yang)

BDSM sigla de Bondage Dominação Disciplina Submissão Sadismo Masoquismo; o mais comum desenvolvendo a sigla é Bondage Dominação SadoMasoquismo. A palavra Bondage embora tenha tradução, não se utiliza para evitar outras interpretações que não de postura erótica e ou sexual. A palavra escravo já só é utilizada aquando das práticas efectivas por as partes já saberem que tipo de escravos são. Há, no entanto, praticantes que afirmam que BDSM é um estado de espírito sem envolver, necessariamente, sexo ou erotismo. Que a postura de reconhecer alguém como seu superior e tirar prazer disso, e vice-versa, já é por si uma atitude BDSM.

Os praticantes de BDSM regem-se por códigos e condutas para que assim possam ser considerados. A violência é repudiada e rejeitada. O respeito pela diferença é muito prezado e discutido pelos praticantes antes de se passar a qualquer acção. Não há "vamos ver se gosto", o individuo que queira experimentar só por isso, não é aconselhado a fazê-lo, quer seja de apetência Dominadora ou submissa. É sempre aconselhável passar pela fase da observação; exploração de sentidos e prazeres, aconselhamento, etc.

Muita gente tem fetiches e ou fantasias que se enquadram neste ambiente, não percebendo que esta é uma área em que existem já muitos aderentes desta filosofia de vida sexual e que levam à exaustão da sua vida familiar isto é, 24 horas por dia e 7 dias por semana com a abreviatura de 24/7. Há quem pratique BDSM só em situações pontuais no acto sexual ou, ainda, nos fins-de-semana.

Nesta prática, para assim ser, tem de existir um Dominador e um submisso; D grande porque este é que conduz toda a encenação, ordena, castiga ou seja, todas as acções de comando, s pequeno porque este se submete a essas acções de comando. A partir do momento que as partes acordam posturas e limites, D toma o s, não a seu belo prazer, mas sim respeitando todas as regras da sessão Segura Sã e Consensual (SSC). Contudo, mesmo com posturas e limites acordados há ainda a Safe Word (Palavra Segura) que permite, principalmente ao submisso, interromper qualquer acção que esteja a incomodar física e ou psicologicamente.

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Sociais embora solitários, meigos e não piegas e, agressivos quando ameaçados. É este equilibrio que me fascina nos felídeos. Zoológicamente são a minha identificação. Considero os afectos humanos muito intrinsecados com a escolha do animal preferido...

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