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segunda-feira, 29 de março de 2010

Quero amar-te

Sempre que olho para ti perco-me na imensidão do teu ser, não te quero amar, quero amar-te! Chamo-te querida porque o és, não te quero amar, quero amar-te! Crias-me ginetes de tesão, não te quero amar, quero amar-te! Angustio-me com a tua angustia, não te quero amar, quero amar-te! Levo-te a jantar, não porque te amo, porque quero amar-te! Fazes-me ciúmes e não tenho, por não te amar mas, quero amar-te! Desligas-te mas eu quero-te, não porque te ame, sim porque quero amar-te! Não, não te amo! Se te amasse não gostava de ti e fazer-te-ia minha prisioneira de mimos cruéis, tirava-te a alma e teu ser deixava de ser imenso, reduzido à imagem dos meus olhos. Por ti sinto muito mais que amor, sinto a palavra ainda não inventada, enquanto espero, posso-te dizer que quero amar-te.

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Sociais embora solitários, meigos e não piegas e, agressivos quando ameaçados. É este equilibrio que me fascina nos felídeos. Zoológicamente são a minha identificação. Considero os afectos humanos muito intrinsecados com a escolha do animal preferido...

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